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Retentores

FUNÇÃO DO RETENTOR

Os retentores têm a função principal de reter óleos, graxas e outros tipos de fluídos, que devem ser contidos no interior de uma máquina, evitando também a entrada de impurezas do meio externo como por exemplo: terra, areia, poeira, etc.

Utilizados nos mais variados segmentos, os retentores estão presentes no dia-a-dia de todos nós. Desde carros, caminhões, ônibus, motocicletas, máquinas agrícolas, até eletrodomésticos, aviões e máquinas industriais. Praticamente tudo que se movimenta mecanicamente tem retentores, sem os quais, os rolamentos não giram o mundo.

Figura 1

retentor

O retentor é sempre aplicado entre duas peças que tenham um movimento relativo, por exemplo: entre um eixo que transmite um movimento e a carcaça de sustentação do manca deste eixo (figura 1). 

Ele cumpre esta função de vedação tanto na condição estática, de máquina parada, como na condição dinâmica, em movimento, e também na variedade de condições de temperatura e meio externo para as quais a máquina está projetada.

A vedação se dá pelo contato permanente que ocorre entre a aresta do lábio de vedação e o eixo da máquina. Para completar a estanqueidade com o meio externo, é preciso que haja também a vedação entre a parte externa estrutural do vedador e a carcaça.

Vedação Principal:

É o lábio do retentor que tem a função de reter o fluído quando o eixo está na condição dinâmica ou estática.

Mola: Função de compensar a carga radial exercida sobre eixo.

Vedação Auxiliar: É o guarda pó do retentor que tem a função de proteger a vedação principal da sujeira e outros elementos.

Diâmetro externo: Proporcionar a interferência entre o alojamento e o retentor. Tipos existentes:

  •  Com revestimento de borracha liso
  •  Com revestimento de borracha ondulado
  •  Metálico
  •  Metade Borracha / Metade Carcaça
  •  Com pintura emborrachada 

Carcaça: Função de fornecer a estrutura ao retentor para suportar seu perfil e também para a montagem do alojamento

Costas: Funçao de apoio para dispositivos de montagem e como indicador do sentido da rotação 

Partindo-se do lábio convencional, pode-se obter uma maior eficiência de vedaçâo adicionando-se nervuras moldadas ao ângulo de ar, que proporcionam o conhecido efeito hidrodinâmico de vedação.

Este efeito hidrodinâmico promove o refluxo ao óleo que, eventualmente, tenha ultrapassado aresta de vedação, conferindo assim ao lábio uma maior capacidade de estanqueidade, e ainda, uma maior durabilidade, por garantir uma permanente lubrificação na área de contato sob a aresta de vedação. Existem várias formas geométricas de nervuras hidrodinâmicas, cuja escolha é determinada pelas condições de aplicação do retentor.

Materiais Elastoméricos

Para aplicação dos Retentores Sabó, o uso adequado do tipo de borracha é um dos fatores fundamentais que garantem a eficiência. A vedação se dá por meio da interferência do lábio elastomérico sobre o eixo. Esta condição de trabalho provoca o aparecimento de uma força de atrito na área do lábio com a direção do movimento do eixo e sentido contrário ao mesmo. A força de atrito e a velocidade periférica do eixo tornam-se responsáveis por uma geração de calor localizada na área de contato do lábio, que tende a promover a degeneração do material e o desgaste do lábio de vedação. A contenção destes efeitos é conseguida primordialmente pela escolha correta do material elastomérico. 
tabela de elastomero
É de suma importância que esta escolha seja definida em conjunto com o fabricante do vedador, pois há uma série de fatores de projeto que devem ser igualmente considerados para conferir uma vida prolongada ao vedador. 

Na figura 2 estão mostradas as várias qualidades de elastômeros e recomendações genéricas de uso para os diferentes fluidos e limites de temperaturas de trabalho.

Na figura 3 é mostrado um gráfico que indica os limites de velocidade periférica do eixo para cada material, prevendo-se que haja uma boa lubrificação do lábio e também que a pressão interna da máquina seja praticamente igual à pressão externa. 

tabela de rpm
Estas considerações para escolha do material elastomérico devem ser consideradas somente como uma orientação geral. Recomendamos portanto, que para cada nova aplicação de vedador, o projeto seja previamente discutido com a Engenharia de Produtos da Vedak.

Importante: Nunca relacione a aplicação do retentor com sua cor, pois a mesma é um corante e não acrescenta nenhuma propriedade ao produto.

Tipos de Retentores
Tipos de Retentores

Retentor BR

Vedação principal com mola, recoberto externamente com borracha.

Retentor BRG

Vedação principal com mola, proteção contra poeira e recoberto  externamente com borracha

Retentor BRAG

Vedação principal com mola, proteção contra poeira e diâmetro externo, metade borracha metade metal. Aplicados em motores e transmissores.

Retentor BA

Vedação principal com mola, diâmetro externo de metal. Geralmente utiliza-se pintura emborrachada no diâmetro externo para auxiliar a vedação.

Retentor BAG

Vedação principal com mola, proteção contra poeira e diâmetro externo metálico. Com as mesmas características do BA.

Retentor B

Vedação principal com mola, diâmetro externo de metal e  com tampa. Geralmente aplicados, o rolamento joga óleo diretamente na vedação principal.

Retentor BG

Vedação principal com mola, proteção contra poeira, diâmetro externo de metal com tampa. Com as mesmas características do B.

Retentor GR

Vedação principal sem mola e diâmetro externo recoberto com borracha. É utilizado, na maioria das vezes, para vedação de graxa.

Retentor GA

Vedação principal sem mola e diâmetro externo de metal. São aplicados, na maioria das vezes, para vedação de graxa.

Retentores Especiais

Classificamos como retentores especiais, todos os retentores que não se enquadram nos tipos apresentados acima. Por se tratar de centenas de modelos apresentamos alguns modelos utilizados com maior frequência.
Os modelos com vedações opostas tipo BAO, BBO e BRO são usados para vedar dois meios, geralmente um fluido e no outro pó abrasivo. O uso de dois retentores tipo BR, montados com os lábios opostos e separados por uma câmara de graxa, apresentam melhor desempenho e suportam maiores pressões do que os retentores especiais com vedações opostas.
Os modelos com mais de uma vedação no mesmo sentido são empregados em vedações com maiores responsabilidade, mas são limitados por deficiência de lubrificação. O ideal é montar dois ou mais retentores tipo BR no mesmo sentido e separados por uma camada de graxa.
Os modelos com vedação externa giram juntos com o eixo. Para rotações menor que 100 rpm pode ser preciso dar maior pressão na mola, por causa da menor ação da força centrifuga, essa maior pressão acarreta um excesso de atrito para baixas rotações, portanto é difícil conseguir um desempenho satisfatório para esses retentores.
Lembramos que é possível desenvolver qualquer tipo de retentor especial para atender condições especificas de projetos, como também, desenvolver mediante a desenho ou amostra.

Cuidados na montagem do retentor 

A causa mais comum de falha de retentores consiste em danos produzidos no retentor durante o manuseio, durante a estocagem ou, mais frequentemente, na montagem. Nunca será demais insistir sobre a necessidade de sempre manusear os retentores com o máximo cuidado. Eles devem ser conservados em local limpo e seco e nunca devem ser amontoados ao acaso, pois isso permitiria que os lábios de vedação se danifiquem. Antes de montar o retentor, deve-se examiná-lo cuidadosamente para verificar se o lábio não está danificado, se a mola está colocada corretamente e se está livre de poeira. O lábio pode ser então recoberto de graxa limpa imediatamente antes da montagem. O método de montagem empregado dependerá da sequencia das operações: ou o retentor é instalado inicialmente sobre o eixo e em seguida introduzindo no alojamento sob pressão, ou então ele é inicialment introduzido sob pressão no alojamento e montado no eixo. Deve-se preferir o primeiro método sempre que possível. A montagem do retentor no alojamento deverá ser efetuada com auxilio de prensa mecânica, hidráulica e um dispositivo que garante o perfeito esquadrejamento do retentor dentro do alojamento. A superfície de apoio do dispositivo e o retentor deverão ter diâmetros próximos para que o retentor não venha a sofrer danos durante a prensagem. O dispositivo não poderá, de forma alguma, danificar o lábio de vedação do retentor. Os cantos do eixo devem ter chanfros entre 15º e 25o para facilitar a entrada do retentor. Não sendo possível chanfrar ou arredondar os cantos, ou o retentor tem de passar obrigatoriamente por regiões com roscas, ranhuras, entalhes ou outras irregularidades, recomenda-se o uso de uma luva de proteção para o lábio. O diâmetro da luva deverá ser compatível, de forma tal que o lábio não venha a sofre deformações.

Cuidados na substituição do retentor

Sempre que houver desmontagem do conjunto que implique desmontagem do retentor ou do seu eixo de trabalho, recomenda-se substituir o retentor por um novo. Quando um retentor for trocado, mantendo-se o eixo, o lábio do novo retentor não deverá trabalhar no sulco deixado pelo retentor velho. Riscos, sulcos, rebarbas, oxidação e elementos estranhos devem ser evitados para não danificar o retentor ou acarretar vazamento. Muitas vezes, por imperfeições no alojamento, usam-se adesivos (colas) para garantir a stanqueidade entre o alojamento e o retentor. Nessa situação, deve-se cuidar para que o adesivo não atinja o lábio do retentor, por isso comprometeria seu desempenho.

Retentor Especial 

O modelo WDR é um entre vários modelos de retentores especiais, sua forma construtiva é adequada para um amplo campo de aplicações em todas as áreas industriais. O revestimento externo de elastômero garante a vedação no lado estático, ou seja, no alojamento, mesmo com uma superfície mais rugosa, dilatação térmica e alojamentos bi-partidos. Também apresenta bom desempenho em contato com produtos de baixa viscosidade ou gases. Possui lábios de proteção axiais contra pó que previnem penetração externa moderada e média de poeira com sujeira.

Construção:

  • - Revestimento externos de borracha (liso);
  • - Lábio de vedação com mola;
  • - Lábio guarda-pó;
  • - Perfil moderno do lábio de vedação;
  • - Elevada resistência contra a entrada de sujeira do meio ambiente;
  • - Pista incorporada no próprio retentor, evitando se sulcos nos eixos;
  • - Graxa entre o lábio de vedação e o lábio guarda-pó.

Matéria-Prima:

  • - Elastômero - Viton 75 +/- 5 shore A
  • - Ferragem - Aço carbono
  • - Mola de tração - Aço mola
retentores-especiais